O Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) foi criado em 2004 para dar continuidade a um processo de formação em recursos humanos idealizado por um grupo de docentes na área de Ciências da Saúde, inicialmente com foco sobre as doenças infecto parasitárias (Especialização em Agentes Infecto-Parasitários de Interesse Humano).

Durante o desenvolvimento das atividades do Programa, foi identificada a necessidade de ampliação de sua área de concentração, inicialmente doenças infecciosas e parasitárias, para a Ciências da Saúde de modo a permitir o pleno desenvolvimento do potencial gerador do conhecimento inerente ao corpo docente do PPGCS. Esta solicitação encaminhada diretamente ao Comitê de Área (2005/2006) foi recebida e acatada por correspondência encaminhada a Coordenação da Área. 

Neste sentido, foram realizadas duas modificações nas linhas de pesquisa, sendo criada a linha de Epidemiologia e ampliada à linha de Promoção-Recuperação da Saúde. Com esta abertura, o PPGCS tem permitido a integração entre pesquisadores de diversas áreas da instituição e a criação de interfaces dentro do próprio Programa e suas linhas de pesquisa, assim como, com outros Programas de Pós-Graduação da instituição, o que têm possibilitado a geração de diferentes conhecimentos na área da saúde. 

Uma análise realizada nos primeiros cinco anos do PPGCS, sobre o perfil de seus egressos, mostrou que desde o início de suas atividades no primeiro semestre de 2005, o Programa proporcionou a titulação de mestres de diferentes formações (médicos, farmacêuticos, biólogos, enfermeiros, fisioterapeutas, médicos veterinários, nutricionistas, educadores físicos, economistas, entre outros), oriundos de vários municípios do sul do Brasil, mas principalmente da região Sul do estado do Rio Grande do Sul. Estes egressos atuavam em instituições de ensino ou saúde, públicas ou privadas e/ou desenvolviam atividades de gestão em serviços de saúde. No entanto uma pequena porcentagem encontrava-se em formação de doutoramento devido à ausência de formação pós-graduada em nível de doutorado na área das ciências da saúde na metade sul do estado do Estado. Além disso, é preciso enfatizar a carência de doutorados mais abrangentes na área da saúde na região. Assim, foi gerada a necessidade da criação do curso de doutorado, justificando-se pela oportunidade de dar continuidade à formação pós-graduada aos egressos do PPGCS.

Para atender a necessidade de qualificar os Programas de Pós-Graduação já existentes e ou ampliar a oferta de novos PPG, de forma a responder às necessidades da região e estimular a integração inter e transdisciplinar de diferentes áreas do conhecimento, em consonância com Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI 2007/2010, disponível em www.furg.br, o grupo de docentes do PPGCS, encaminhou a CAPES, em 2010, a proposta de criação do Curso de Doutorado em Ciências da Saúde, obtendo sua aprovação e obtendo o conceito 4.

Este curso visa atender à demanda não apenas dos egressos do próprio PPGCS e de outros PPG da instituição, como também de outras instituições de ensino superior, uma vez que, atualmente, se configura no único doutorado em Ciências da Saúde com caráter multidisciplinar na metade sul do estado do Rio Grande do Sul, região que passa por profundas modificações em seu contexto sócio-ambiental.

A partir do credenciamento do curso de doutorado do PPGCS, houve uma procura importante dos egressos do mestrado para este curso. Considerando somente os egressos do curso de mestrado do PPGCiSau no período de 2013 e 2014, 32,3% continuaram sua qualificação no curso de doutorado deste programa e 9,7% em PPG de outras instituições de ensino superior. Em nove anos de atividade, o PPGCS proporcionou a titulação de 130 mestres. Nos anos de 2014-2015 foram defendidas 11 teses, que correspondeu a primeira turma de discentes de doutorado.

O Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde tem estabelecido colaborações com instituições de ensino e pesquisa de diferentes países como por exemplo Estados Unidos da América, Bélgica, Espanha, Portugal, França e Uruguai. Estas colaborações têm permitido um profícuo intercâmbio de conhecimento e tem fortalecido ações cooperativas entre pesquisa e ensino nesta área.